Cá estou, num intervalo tácito entre uma coisa e outra, diante do computador, e ainda que me sentindo atrapalhada pelo ritmo doido de tantas atividades, com muita vontade de estar por aqui, de responder ao Manoel, e multiplicar com voces.
O filme que publiquei, avisou o Manoel e confirmei na minha conferência, estava mesmo terminando pouco antes do fim. Mas, isso ja foi resolvido: republiquei, e ao que parece, está agora do jeito do Chacrinha: acaba quando termina!!
Manoel querido, vou escrever para você nos comentários do macaquinho, no final desta noite.
Pessoas queridas, bjks EM todos
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Muito Bom!
Pessoas queridas,
Gosto muito de um livro que li e reli há uns 6 anos atrás, que começa citando a escolha de uma mulher muito bonita e muito bem sucedida, por volta dos quarenta e alguns anos, que decide abandonar este jeito de viver, abrir mão de tudo o que consquistou materialmente, para seguir um gurú.
Quando lhe perguntam o que teria este gurú de tão importante, ao ponto dela estar fazendo esta difícil escolha, tentando exemplificar a grandeza do mestre ela contou mais ou menos o seguinte:
- Ele diz que se você quer conhecer uma pessoa, verdadeiramente, deve prestar muita atenção na sua relação com tempo, sexo e dinheiro.
Eu, Zizizinha, quando cheguei neste ponto da leitura precisei de uns 3 dias para respirar.
Pensei que na verdade, são 3 formas de energia, que quando gastas se transformam em história, e não voltam nunca mais. Novos tempo, energia sexual, e dinheiro, terão de ser produzidos, para outros gastos.... e que sejam abençoadas as nossas escolhas sobre com o que, quem, e como fazê-lo!
Bem, há alguns dias atrás, recebi um link que me levava a um vídeo muito importante.
Um vídeo que reflete a bagunça de valores que esta sociedade maniopuladora e manipulada, faz com nossas visões, escolhas e vidas. Se bobear, podemos acabar nos sentindo inferiores se não tivermos aquele tapetinho...., ou o carro do ano......, ou aquele celular que manda beijinho......., mas, pensar sobre a origem dessas coisas, qual caminho percorrem antes de serem o que são, e para onde vão depois que não as quisermos mais....... pensar e nos responsabilizar pelo que consumimos fica parecendo tão inconveniente, não?
Pois consegui achar em português, e publico para vocês.
Com todo carinho
Gosto muito de um livro que li e reli há uns 6 anos atrás, que começa citando a escolha de uma mulher muito bonita e muito bem sucedida, por volta dos quarenta e alguns anos, que decide abandonar este jeito de viver, abrir mão de tudo o que consquistou materialmente, para seguir um gurú.
Quando lhe perguntam o que teria este gurú de tão importante, ao ponto dela estar fazendo esta difícil escolha, tentando exemplificar a grandeza do mestre ela contou mais ou menos o seguinte:
- Ele diz que se você quer conhecer uma pessoa, verdadeiramente, deve prestar muita atenção na sua relação com tempo, sexo e dinheiro.
Eu, Zizizinha, quando cheguei neste ponto da leitura precisei de uns 3 dias para respirar.
Pensei que na verdade, são 3 formas de energia, que quando gastas se transformam em história, e não voltam nunca mais. Novos tempo, energia sexual, e dinheiro, terão de ser produzidos, para outros gastos.... e que sejam abençoadas as nossas escolhas sobre com o que, quem, e como fazê-lo!
Bem, há alguns dias atrás, recebi um link que me levava a um vídeo muito importante.
Um vídeo que reflete a bagunça de valores que esta sociedade maniopuladora e manipulada, faz com nossas visões, escolhas e vidas. Se bobear, podemos acabar nos sentindo inferiores se não tivermos aquele tapetinho...., ou o carro do ano......, ou aquele celular que manda beijinho......., mas, pensar sobre a origem dessas coisas, qual caminho percorrem antes de serem o que são, e para onde vão depois que não as quisermos mais....... pensar e nos responsabilizar pelo que consumimos fica parecendo tão inconveniente, não?
Pois consegui achar em português, e publico para vocês.
Com todo carinho
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Caquinhos de Zizi
Gente, estou um caco!
Não propriamente um Barcelos, mas acreditem, um caquinho.....
Os ensaios com a Banda começaram ontem, das 10 da manhã ao meio dia e meia.
Hoje foi às nove, e amanhã será novamente às dez.
Fiquei muito feliz com os resultados timbrísticos, e mais ainda, de trabalhar com eles.
O maestro Abel é realmente uma delícia de se trabalhar, porque tem uma paixão intensa também, por cuidar detalhadamente de tudo. Tem sido uma aula de colaboração e criatividade.
Os músicos são muuuuito bons, e todos muito dedicados para encontrarmos a performance mais bonita, e olha que não é tarefa das mais leves, ensaiarmos e amadurecermos 11 músicas em três dias!
Isso tudo me faz muito feliz.
Em seguida, tem todos os outros assuntos para serem tocados - infelizmente não com instrumento musical, mas preferencialmente com uma dedicação semelhante.
Bom, e com tantos assuntos assim, tanta gente trabalhando juntas com um mesmo objetivo, fica a pergunta: será que num trabalho coletivo, alguém vai sentir falta de mim?????
Assista o vídeo para ver a resposta!
Bjks EM todos.
(saudades do Manoel...)
Não propriamente um Barcelos, mas acreditem, um caquinho.....
Os ensaios com a Banda começaram ontem, das 10 da manhã ao meio dia e meia.
Hoje foi às nove, e amanhã será novamente às dez.
Fiquei muito feliz com os resultados timbrísticos, e mais ainda, de trabalhar com eles.
O maestro Abel é realmente uma delícia de se trabalhar, porque tem uma paixão intensa também, por cuidar detalhadamente de tudo. Tem sido uma aula de colaboração e criatividade.
Os músicos são muuuuito bons, e todos muito dedicados para encontrarmos a performance mais bonita, e olha que não é tarefa das mais leves, ensaiarmos e amadurecermos 11 músicas em três dias!
Isso tudo me faz muito feliz.
Em seguida, tem todos os outros assuntos para serem tocados - infelizmente não com instrumento musical, mas preferencialmente com uma dedicação semelhante.
Bom, e com tantos assuntos assim, tanta gente trabalhando juntas com um mesmo objetivo, fica a pergunta: será que num trabalho coletivo, alguém vai sentir falta de mim?????
Assista o vídeo para ver a resposta!
Bjks EM todos.
(saudades do Manoel...)
domingo, 26 de outubro de 2008
Boa Semana!
Para começarmos a semana com o pé direito, cabeça e coração inspirados, posto para vocês um vídeo que me emocionou muito.
Sou apaixonada por esta música e pela voz desta cantora.
Eu era muito pequena e lembro que parava de fazer tudo o que estivesse fazendo, parava de pensar, de tudo mais, cada vez que ouvia a voz dela....
Linda!
Sou apaixonada por esta música e pela voz desta cantora.
Eu era muito pequena e lembro que parava de fazer tudo o que estivesse fazendo, parava de pensar, de tudo mais, cada vez que ouvia a voz dela....
Linda!
E, definiram-se os novos governantes....
Enfim, o circo da campanha política terminou, e agora, para os próximos anos, estão definidos os homens - grupos - que nos dirigirão.
Em meio a tanto marketing martelando em nossa cabeça, duas coisas especialmente, me abriram uma nesga bem vinda de fôlego.
A primeira foi constatar que o PT não é tão forte no Brasil quanto se faz crer. Ufa!
A segunda, foi ver que embora a máquina do governo do estado do Rio de Janeiro tenha sido competente e poderosa para eleger seu candidato, o povo do Rio continua surpreendendo na força, coragem e determinação da sua escolha.
Gabeira perdeu por pouco. Por muito pouco mesmo!
Particularmente, engordo o cordão dos que queriam Gabeira no comando, e acho que, embora o resultado das urnas não o tenha revelado o novo prefeito, ele saiu vencedor. Nós saímos vencedores.
Vencedores da máquina administrativa, que guardadas as devidas proporções de condições e recursos, mesmo muito mais poderosa e agressiva, por muito pouco não sucumbiu diante da integridade e carisma do Gabeira.
Ufa!
Em meio a tanto marketing martelando em nossa cabeça, duas coisas especialmente, me abriram uma nesga bem vinda de fôlego.
A primeira foi constatar que o PT não é tão forte no Brasil quanto se faz crer. Ufa!
A segunda, foi ver que embora a máquina do governo do estado do Rio de Janeiro tenha sido competente e poderosa para eleger seu candidato, o povo do Rio continua surpreendendo na força, coragem e determinação da sua escolha.
Gabeira perdeu por pouco. Por muito pouco mesmo!
Particularmente, engordo o cordão dos que queriam Gabeira no comando, e acho que, embora o resultado das urnas não o tenha revelado o novo prefeito, ele saiu vencedor. Nós saímos vencedores.
Vencedores da máquina administrativa, que guardadas as devidas proporções de condições e recursos, mesmo muito mais poderosa e agressiva, por muito pouco não sucumbiu diante da integridade e carisma do Gabeira.
Ufa!
sábado, 25 de outubro de 2008
Hoje é sábado!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Olá pessoas queridas!
Nossa, o tempo tem passado cada vez mais rápido. Já é, praticamente, natal!
Tudo bem que gastei muito do meu tempo , este ano, cuidando de saúde, o que toma tempo....., mas é impressionante como os dias terminam , e os assuntos não!
Para dar ma "panorâmica" do que está rolando por aqui, posso dizer que me atualizo de mim mesma.
Complicado? um pouco....., mas fundamental.
Estou sem secretária há 4 dias, e percebi que precisava mesmo colocar a mão na massa, para entender o que é que preciso hoje - no atual momento da minha vida - que não é mais o que foi ontem, e talvez ainda não esteja pronto no presente.
Guardadas as devidas proporções, venho aplicando este princípio à todos os assuntos que me dizem respeito. É trabalhoso, mas dá um bem estar danado, depois do desconforto da bagunça e do medo.
Dá um trabalho enorme - é uma faxina de sintonia fina, em todas as quinas da casa.
Por essas e por outras, meu tempo anda coprometido, mas sabemos, é uma causa nobre! rs...
Não tenho certeza ainda, mas é provável que role uma apresentação no Rio, em dezembro, comigo e João Bosco! Ontem falamos por telefone para ver se era isso mesmo, e curtimos muito a idéia de estarmos juntos no mesmo palco, novamente.
Manterei todos informados, caso se concretize mesmo a proposta.
Por enquanto não conseguimos ainda- maestro Abel e eu - nos encontrar para o ensaio de leitura, mas na segunda começam os ensaios práticos, e aí poderei contar um pouquinho para vocês!
Crianças, fiquem com todo o meu carinho, e um filminho, porque ninguém é de ferro!
Este, que é bárbaro, mostra uma técnica canina muito especial, de coçar as costas sozinho!!!
PS: Adriana, cuidado com os morcegos no seu mergulho na caverna, e para localizar a Paulinha, cante um tango que ela vai responder!!!!
Nossa, o tempo tem passado cada vez mais rápido. Já é, praticamente, natal!
Tudo bem que gastei muito do meu tempo , este ano, cuidando de saúde, o que toma tempo....., mas é impressionante como os dias terminam , e os assuntos não!
Para dar ma "panorâmica" do que está rolando por aqui, posso dizer que me atualizo de mim mesma.
Complicado? um pouco....., mas fundamental.
Estou sem secretária há 4 dias, e percebi que precisava mesmo colocar a mão na massa, para entender o que é que preciso hoje - no atual momento da minha vida - que não é mais o que foi ontem, e talvez ainda não esteja pronto no presente.
Guardadas as devidas proporções, venho aplicando este princípio à todos os assuntos que me dizem respeito. É trabalhoso, mas dá um bem estar danado, depois do desconforto da bagunça e do medo.
Dá um trabalho enorme - é uma faxina de sintonia fina, em todas as quinas da casa.
Por essas e por outras, meu tempo anda coprometido, mas sabemos, é uma causa nobre! rs...
Não tenho certeza ainda, mas é provável que role uma apresentação no Rio, em dezembro, comigo e João Bosco! Ontem falamos por telefone para ver se era isso mesmo, e curtimos muito a idéia de estarmos juntos no mesmo palco, novamente.
Manterei todos informados, caso se concretize mesmo a proposta.
Por enquanto não conseguimos ainda- maestro Abel e eu - nos encontrar para o ensaio de leitura, mas na segunda começam os ensaios práticos, e aí poderei contar um pouquinho para vocês!
Crianças, fiquem com todo o meu carinho, e um filminho, porque ninguém é de ferro!
Este, que é bárbaro, mostra uma técnica canina muito especial, de coçar as costas sozinho!!!
PS: Adriana, cuidado com os morcegos no seu mergulho na caverna, e para localizar a Paulinha, cante um tango que ela vai responder!!!!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
O Papel da Cultura na Economia do Brasil por José Pastore
Queridos,
Tenho a honra e o privilégio de conhecer de perto um homem maravilhoso, que entende os caminhos e descaminhos da sociedade e da humanidade, através de um olhar prá lá de especial.
Falo do Professor José Pastore, que entre tantos outros pensamentos, escreveu este que posto aqui, através do qual integrou com propriedade impar, a arte e a cultura, na única linguagem que move o poder e o mundo hoje em dia: a economia!
Leiam e distribuam, pois nós artistas, há muito precisávamos desta interlocução!
Boa leitura, com todo o carinho.
O Papel da Cultura na Economia do Brasil
José Pastore
Os bens culturais são formados por elementos tangíveis e intangíveis que não podem ser separados. Uma escultura é um objeto físico e, como tal, é tangível. Mas o valor da escultura depende da parte intangível.
A parte intangível é composta de valores, sentimentos e símbolos que, apesar de não serem mensuráveis, são essenciais para dar o valor ao bem tangível.
A combinação de todos os elementos tangíveis e intangíveis forma o capital cultural da sociedade. Aqui entram a educação e as várias formas de expressão cultural – o folclore e as artes plásticas, o teatro e o cinema, o circo e a música, o livro e o patrimônio histórico e assim por diante.
O que se consegue medir é o lado tangível do capital cultural. Mais especificamente, o que se consegue medir é a produção cultural – as obras de arte, os espetáculos, os livros, etc. Pesquisas recentes indicam que na formação do capital cultural do mundo, os Estados Unidos respondem por 55% da produção; a União Européia, 25%; o Japão e a Ásia, 15%; e a América Latina, 5%.
Certamente, teremos discordâncias neste auditório se considerarmos a dimensão intangível da produção cultural do mundo. Nós do Brasil, não podemos nos conformar com apenas parte dos 5% que cabem à América Latina. Afinal o Brasil tem revelado um alto grau de criatividade na música, cinema, televisão, artesanato, teatro e vários outros ramos do setor da cultura.
Mas essa é uma limitação das pesquisas sobre a economia da cultura. O que os economistas conseguem medir é o valor de mercado da produção cultural. E, a partir dessa medida, avaliar o peso que essa produção tem na formação da produção total, ou seja, do PIB, na criação de oportunidades de trabalho, na geração de impostos e na estimulação de empregos indiretos.
Não há consenso, porém, que a análise econômica despreza a dimensão intangível. Os economistas argumentam, porém, que o valor de mercado carrega consigo o valor da dimensão intangível. Ou seja, um livro produzido industrialmente vale no mercado não apenas o papel e a tinta que foram investidos. Ele vale, sobretudo, pelo seu conteúdo – que é a parte intangível.
É claro que existem economias de escala nesse campo. Um livro de Jorge Amado custaria dez vezes mais no mercado se a tiragem se limitasse a poucos milhares de exemplares. As tiragens repetidas de 100 mil exemplares permitem assegurar ao autor o valor do intangível e premiar o consumidor com um preço acessível. É o resultado da produção em massa, trazido pela industrialização dos produtos culturais.
Mas, em certos campos isso é impossível. É por isso que uma escultura da artista plástica Tomie Ohtake ou um ingresso do concerto de fim de ano da Filarmônica de New York custam tão caros. Trata-se de fatos únicos e que não podem ser reproduzidos em grande escala. Nesses casos, o valor da dimensão intangível não pode ser rateado como ocorre com uma grande tiragem de um livro ou de um filme de Hollywood.
Por isso, as políticas que tratam da promoção da cultura são necessariamente variáveis. O que se aplica ao livro, não se aplica à pintura. O que vale para o teatro não vale para a televisão.
Não é fácil formular uma política nacional de cultura que incorpore a flexibilidade que o setor requer. Colocar na Constituição e nas leis é fácil. Executar é difícil. É por isso que elas são deixadas aos artistas. Sim porque a execução de uma política multifacetada para a área cultural é um empreendimento mais artístico do que técnico. Só os protagonistas da criação cultural podem encontrar a dose certa para combinar uma política de eventos com uma política cultural – se é que se pode falar em certo ou errado nesse campo. Mesmo assim, eles precisam de coordenação. Do contrário, a flexibilidade se transforma em desarticulação, o que gera desperdícios.
Para nós técnicos, ficam as tarefas de análise do impacto da cultura no crescimento econômico e no progresso social de uma nação assim como na tarefa de identificar os constrangimentos econômicos e institucionais que impedem que o estoque de valores e sentimentos intangíveis se transforme em produtos culturais tangíveis.
Os produtos culturais são bens de consumo. As sociedades mais ricas consomem mais produtos do que as sociedades mais pobres. Mas, mesmo entre os pobres, o consumo de produtos culturais ocorre de modo ajustado à sua realidade. Os temas do folclore, por exemplo, se incorporam nas mais variadas formas de produtos que são consumidos por grupos de alta e de baixa renda. E o Brasil tem uma riqueza fantástica nessa área. Mas não apenas nela. A criatividade aparece também nas formas mais novas em que a arte se incorpora à engenharia e à informática como ocorre no campo do design do vestuário, dos móveis, dos produtos gráficos ou do áudio visual que usa técnicas avançadas.
Todos esses produtos culturais encontram mercado de consumo. As estimativas disponíveis para o Brasil, indicam que as famílias brasileiras consomem anualmente cerca de R$ 32 bilhões no campo da cultura. Esses dados são de 2002 e devem estar subestimados. De qualquer forma, eles representam cerca de 3% dos gastos das famílias e 2,4% do PIB. É claro que na frente deles estão a alimentação, a saúde, a moradia, o transporte e outros de primeira necessidade. Mas não se pode dizer que os bens culturais fazem parte do mundo dos supérfluos.
A maior parte do consumo cultural brasileiro se dá dentro do domicílio. De fato, 85% dos dispêndios se referem à televisão, vídeos, música e leitura. Na é para menos. A maioria dos municípios do país não dispõe de cinemas, teatros, museus, salas de espetáculos que podem levar o consumidor de cultura para fora de casa. E nem programas que estimulem o afloramento dos talentos nas várias áreas da cultura. Menos de 5% possuem secretarias de cultura. A caminhada é longa nesse campo e os participantes deste seminário conhecem o problema de falta de acesso melhor do que eu.
Estímulos bem dirigidos podem ampliar a gama de produtos consumidos e estimular a criação de cultura. O crescimento da produção, por sua vez, é estimulado pelo crescimento da demanda. Não há a menor dúvida de que esses estímulos são de grande importância.
A Orquestra Sinfônica Heliópolis, por exemplo, é de primeira qualidade no ramo sinfônico e já foi dirigida pelos melhores maestros do mundo, dentre eles, o Zubin Mehta. Essa orquestra nasceu e floresceu na maior favela de São Paulo como resposta a um estímulo bem direcionado na formação de jovens talentosíssimos que estavam à espera de uma oportunidade para mergulhar na música. Moças e rapazes saíram das condições mais adversas para se apresentar nos grandes palcos, inclusive, no Carnegie Hall de New York como ocorreu em fevereiro de 2008 quando a Orquestra Filarmônica de Israel, da qual faz parte um ex-integrante da Orquestra de Heliópolis, fez uma temporada naquela cidade.
O Brasil tem centenas de exemplos nesse campo. Um programa de calouros no campo da música clássica, levado ao ar pela TV Cultura de São Paulo (Prelúdio) e sob a direção do Maestro Julio Medaglia, está descobrindo uma imensidão de músicos talentosos que conquistam uma boa profissão e levam prazer ao público em geral, inclusive os mais pobres que rapidamente apreendem a gostar de Bach, Mozart, Beethoven, Villa Lobos e Stravinsky.
A área cultural tem essa característica. É diferente dos grande setores industriais ou comerciais. Pequenos estímulos bem direcionados descobrem e promovem talentos que, de outra forma, ficariam retraídos na sociedade. E, com isso, desenvolvem-se as atividades culturais que acabam gerando bem estar para os consumidores e para os produtores de cultura, além de formar mercados de consumo e de trabalho.
Cultura gera prazer e gera empregos. As pesquisas de 2002 indicaram que o Brasil gera cerca de 700 mil postos de trabalho formais na área cultural, incluindo edição de livros e leitura, cinema e vídeo, rádio e televisão, teatro, música e espetáculos, conservação e patrimônio, fonografia, atividades fotográficas e entretenimento em geral. Passados seis anos e com o crescimento dos incentivos, é bem provável que os empregos formais na área cultural dos dias de hoje estejam na casa dos 800 mil.
Mas essa conta está incompleta. O trabalho na área da cultura é, em grande parte, informal. Para muitos profissionais, os tempos bons são sempre seguidos de tempos ruins. Ora têm trabalho. Ora não têm. E, no que tange à informalidade, há ainda muita atividade que não é regida pelo contrato de trabalho com carteira assinada e direitos garantidos.
Isso sugere uma subestimação do numero de pessoas que trabalham com cultura. É isso, certamente, que levou Gilberto Gil e Paula Porta a estimar em 1,6 milhões de pessoas os que trabalham nesse campo (Gilberto Gil e Paula Porta, "Economia da cultura", Folha de S. Paulo, 03/02/08) – quase 2% da força de trabalho. A estimativa é bastante razoável. Se, no mercado de trabalho em geral, há 54% de informalidade, sabe-se que no mercado da cultura essa proporção é muito maior.
Tomemos a área do entretenimento. A grande maioria dos que trabalham com artesanato, folclore, circo e música, especialmente no interior do Brasil, são informais. Vejam o caso do Carnaval. As escolas de samba movimentam verdadeiros exércitos de costureiras, marceneiros, mecânicos, pintores, aderecistas, iluminadores, técnicos de som, e tantos outros profissionais que trabalham intensamente para colocar os desfiles na avenida. Além disso, mantém inúmeros programas sociais para a comunidade. É trabalho para o ano inteiro.
Nada disso é contabilizado para compor o emprego e o PIB da cultura. O que é informado para compor as contas nacionais desse setor é a crescente produção cinematográfica, a montagem de peças em teatro com bilheteria registrada, os programas de televisão, os conjuntos musicais que emitem nota fiscal, as artes plásticas apresentadas em galerias, exposições e museus organizados, a dança com registro nos órgãos públicos e outras manifestações que mantém registros contábeis.
As atividades culturais vão muito além do que é visível e contabilizado. Se levarmos em conta todos as atividades e toda a receita geradas pelas inúmeras formas de manifestações informais, o emprego da cultura deve estar mesmo em torno de 1,6 milhões – ou até mais - e a participação no PIB deve ultrapassar a cada dos 3%. Para o mundo, o Banco Mundial estima que a cultura responde por 7% do PIB global, sendo o entretenimento responsável por dois terços do total.
Esse é um dos setores que mais cresce no mundo. Nos Estados Unidos, teatro, música, cinema e televisão geraram, em 2006, cerca de US$ 70 bilhões - o dobro do registrado em 1990, em termos reais. Cinqüenta por cento dos empregos e dos salários vieram do teatro de New York e do cinema e da televisão da Califórnia ("The arts and entertainment industries", Labor Mohntly Review, outubro de 2007).
O setor tem um potencial enorme no Brasil. Neste momento em que discute a reformulação dos incentivos fiscais à cultura em geral, vale a pena mencionar que, com os mesmos recursos que o governo destina ao setor, a quantidade de empregos poderia ser maior e mais estável. Bastaria reorientar os incentivos – não para os mega-espetáculos – e sim para as centenas de milhares de manifestações que ocorrem nas cidades e no interior do Brasil.
Os recursos envolvidos na promoção da cultura são expressivos. Os recursos públicos dos três níveis de governo em geral estão estimados em mais de R$ 2 bilhões anuais. Só o governo federal investe na forma de incentivos cerca de R$ 1 bilhão por ano. O BNDES investirá R$ 4,7 bilhões entre 2008 e 2010 (Programa Mais Cultura).
Com os mesmos recursos e um pouco mais de racionalidade, o Brasil pode gerar uma maior quantidade de empregos e muito mais renda para os brasileiros. O próprio Ministro da Cultura confessa seu inconformismo ao constatar que aquela pasta destinou, em 2007, cerca de R$ 108 milhões para os grandes espetáculos de teatro que cobraram ingressos no valor de um salário mínimo para uma elite que não precisa de incentivos para assistir espetáculos como esses. A opção por grandes montagens vem do sistema atual no qual grande parte do lucro dos produtores vem dos incentivos fiscais e não das bilheterias (Celso Frateschi e Juca Ferreira, " Incentivo ao teatro?", in Folha de S. Paulo, 27-03-2008).
Ou seja, há muito que explorar do lado da demanda assim como há muito que fazer do lado da oferta. Há uma vasta área para a formação de pessoal ainda intocável. Voltemos ao caso do teatro. Esse setor precisa de profissionais para os quais nem preparação existe. O consagrado diretor de teatro José Possi Neto tem insistido, com razão, na necessidade de se criar escolas para preparar os jovens na arte da marcenaria dos cenários, nos segredos da costura dos figurinos, nas técnicas de iluminação e sonorização de um espetáculo e tantas outras atividades que, apesar de não aparecerem na ribalta, são as que garantem a boa qualidade dos espetáculos.
Está aí um campo de trabalho muito promissor para jovens e adultos. Não é preciso montar superestruturas para preparar esses profissionais. Cursos desse tipo podem ser dados em locais simples e com pouco equipamento. Tais projetos, assim como as boas escolas de arte dramática e de música, merecem apoio, pois fazem parte da tão necessária qualificação de mão-de-obra.
Esse mercado é promissor não apenas em termos de emprego, mas também de renda. O salário hora das atividades culturais – na média – é cerca de 30% superior do que a média do salário-hora do país. No terreno dos espetáculos, em especial os que são realizados ao vivo, o salário hora chega a superar em 56% a média nacional.
Além dos recursos do setor público, há a contribuição do setor privado. É crescente a literatura que registra a grande proliferação de ações voluntárias no campo social. Um artigo recente analisa essas iniciativas como um passo concreto na modernização do sistema capitalista por meio da regulação privada (Tim Bartley, "Institutional Emergence in a Era of Globalization", American Journal of Sociology, Vol. 113, no. 2, setembro de 2007).
Os movimentos de protestos e as controvérsias em torno da utilização do trabalho em condições desumanas e da depredação do meio ambiente instigaram a emergência de um grande numero de campanhas através das quais a sociedade se organiza para combater práticas indesejáveis por meio da "certificação". Isso vale para o trabalho e para o meio ambiente e também para a cultura.
No caso do trabalho e do meio ambiente, os referidos movimentos instigam os consumidores e os cidadãos a rotularem as empresas de "respeitosas" e "desrespeitosas", "humanas" e "desumanas", "boas" e "más". Ninguém gosta de carregar rótulos depreciativos. Mas, é interessante entender a força que isso produz.
Em um ambiente altamente competitivo – como ocorre na economia atual – essa rotulação leva as empresas a fazerem de tudo para evitar um estereótipo negativo.
No início, a reação é defensiva. Mas, com o passar to tempo, ela se torna pró-ativa. Surge nas empresas uma governança que saí em busca de ganhar uma imagem positiva por meio de suas próprias iniciativas. É dessa forma que vão proliferando as inovações no campo dos investimentos voluntários.
Há um mecanismo ainda mais interessante. Para quem vive em um mundo concorrencial – como o atual –, os empresários procuram atrair outros empresários. Afinal, ninguém quer investir continuamente quando seu concorrente não investe. Ninguém gosta de concorrência desleal. Por isso, os primeiros procuram atrair outros empresários, fazendo crescer o numero dos que assumem compromissos com o social. É uma espécie de auto-regulação com força estimulante no próprio meio empresarial.
Em outras palavras, a força da pressão inicial dos consumidores e dos cidadãos é transferida para os empresários que, por si mesmo, buscam a maior adesão possível de outros empresários, formando um circulo virtuoso. Uma espécie de bola de neve. Sim, porque o pior dos mundos é quando um empresário adere e seu concorrente não adere.
Para evitar essa situação, os próprios empresários passam a ser vigilantes do que fazem os seus concorrentes, atraindo-os, com toda a força, para o sistema de investimentos voluntários. Em outras palavras, os empresários passam a ser uma fonte de atração dos próprios empresários. Essa é a tendência natural, mas ela pode ser precipitada por meio de programas bem orientados.
Há vários exemplos desse tipo de ação no campo do trabalho. Os ataques à exploração do trabalho infantil da Nike na década de 90, por exemplo, levaram a empresa a exigir o respeito às proteções trabalhistas e previdenciárias no âmbito de seus fornecedores.
Da mesma forma, os grandes consumidores de aço passaram a exigir das siderúrgicas a comprovação de inexistência de trabalho infantil nos processos iniciais de mineração.
Os estilistas famosos passaram a demandar dos produtores das confecções que levavam a sua etiqueta, um mínimo de respeito às cláusulas sociais.
No campo do meio ambiente, os grandes revendedores de móveis passaram a requerer o "selo verde", comprovante de um manejo florestal racional. As grandes cadeias de supermercados e shopping centers, fizeram o mesmo.
Embora não muito visível, isso se prolifera em todos os setores, inclusive o setor social dentro do qual está a cultura.
Dois trabalhos publicados pelo IPEA em 2007 procuraram identificar o comportamento das empresas no campo dos investimentos voluntários na área cultural (IPEA, Economia e Política Cultural: acesso, emprego e financiamento; IPEA, Política Cultural no Brasil 2002-2006: acompanhamento e análise, Brasília: Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, 2007).
Essas pesquisas mostraram que entre 1990 e 2004, os investimentos voluntários no campo social aumentaram 10 pontos percentuais, saindo de 59% para 69%. Ou seja, quase 70% das empresas brasileiras indicaram estar fazendo algum tipo de investimento voluntário naquela área. No total, as empresas brasileiras investiram cerca de R$ 4,7 bilhões em 2004, ou seja, 0,27% do PIB. É um número apreciável, sendo cerca de 15% das despesas das famílias no campo da cultura (R$ 32 bilhões anuais).
O importante, porém, é a proporção das empresas socialmente sensíveis está crescendo. Nos campos da educação e do lazer, o crescimento foi de 12%. As mesmas pesquisas indicaram a disposição das empresas (43% delas) em aumentar tais investimentos nos próximos anos.
A maior parte dos recursos vai para programas ligados à infância, em especial, os de alimentação, saúde e assistência social. Ao lado dos investimentos diretos, há os recursos financeiros e humanos aportados pelas várias entidades empresariais como é o caso do SESI, SESC e outras.
As empresas informaram nessa pesquisa que desejam manter uma boa imagem pública, em especial, nas comunidades onde operam.
É verdade que os investimentos não são constantes ou articulados e que há poucas parcerias e pouca participação dos empregados nos programas sociais mantidos pelas empresas. Mas o grosso do investimento é feito com recursos próprios. Apenas 2% das empresas pesquisadas utilizaram incentivos fiscais. Muitas delas alegaram investir parcelas pequenas o que não justifica enfrentar a burocracia dos programas governamentais. Outras, demonstraram desconhecer os benefícios de tais programas.
O que se pode concluir disso? Há uma tendência crescente de investimentos voluntários baseada no exercício da boa cidadania por parte das empresas.
Mas há determinadas dimensões que poderiam ser mais trabalhadas. Muitas empresas ainda não se deram conta de que o envolvimento dos seus funcionários em atividades culturais melhora o seu desempenho, cria um ambiente de trabalho mais humano, ajuda a integração dos grupos, desenvolve a criatividade das pessoas, desperta novos talentos, alavanca o senso estético, enaltece a beleza e estimula a engenhosidade.
Tudo isso se reflete no ambiente social e também no desempenho dos próprios funcionários. Há aqui, embutida, uma função econômica que caminha junto com a função social. Isso traz novos valores, hábitos e atitudes que, no final, se convertem em mais comprometimento com a empresa e com o trabalho.
O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Para ser recrutado e promovido não basta ao empregado conhecer bem a sua profissão. Além disso, ele precisa ter condutas adequadas; ter zelo em tudo o que faz; ter gosto pelo fazer bem feito; enfim, ter as qualidades que são inerentes ao artista, cujo desafio constante é superar a si mesmo.
Esses traços comportamentais se espalham também pelas comunidades, o que facilita a vida das empresas na hora de recrutar e promover pessoal, melhorando, em conseqüência, a articulação entre empresa e sociedade em geral.
Enfim, a melhoria do lado humano tem valor em si mesmo. E tem também um valor econômico que a empresa moderna não pode desprezar.
Aos poucos, a área cultural poderá chegar no estágio da regulação privada – da mesma forma que as empresas procuram se auto-regular para respeitar os direitos fundamentais dos trabalhadores e o meio ambiente. Deixo aqui uma sugestão aos participantes: a de explorarem a possibilidade da área da cultural adotar o modelo de auto-regulação que está apresentando bons resultados no trabalho e no meio ambiente, lembrando que, na sociedade moderna, a imagem é o mais precioso ativo da empresa – é o valor da reputação.
Na mesma linha, lanço como objetivo futuro, o fortalecimento da idéia da certificação cultural. O sistema de certificação é uma forma viável para responder a demandas, riscos e incertezas. A certificação cria o "clube do bem" que só funciona quando é operado com base em um grande número de associados.
Quando esses princípios são estabelecidos, a consciência empresarial amadurece, as empresas ganham respeitabilidade, a sua reputação se fortalece e as chances para sobreviver e crescer em um mercado competitivo aumentam. É a força dos valores espirituais da determinação do sucesso econômico – tema tão bem explorado por Max Weber na Ética do Espírito Capitalista. Estaria aí o caminho para se humanizar a globalização e se consolidar um capitalismo respeitoso? Penso que sim.
Tenho a honra e o privilégio de conhecer de perto um homem maravilhoso, que entende os caminhos e descaminhos da sociedade e da humanidade, através de um olhar prá lá de especial.
Falo do Professor José Pastore, que entre tantos outros pensamentos, escreveu este que posto aqui, através do qual integrou com propriedade impar, a arte e a cultura, na única linguagem que move o poder e o mundo hoje em dia: a economia!
Leiam e distribuam, pois nós artistas, há muito precisávamos desta interlocução!
Boa leitura, com todo o carinho.
O Papel da Cultura na Economia do Brasil
José Pastore
Os bens culturais são formados por elementos tangíveis e intangíveis que não podem ser separados. Uma escultura é um objeto físico e, como tal, é tangível. Mas o valor da escultura depende da parte intangível.
A parte intangível é composta de valores, sentimentos e símbolos que, apesar de não serem mensuráveis, são essenciais para dar o valor ao bem tangível.
A combinação de todos os elementos tangíveis e intangíveis forma o capital cultural da sociedade. Aqui entram a educação e as várias formas de expressão cultural – o folclore e as artes plásticas, o teatro e o cinema, o circo e a música, o livro e o patrimônio histórico e assim por diante.
O que se consegue medir é o lado tangível do capital cultural. Mais especificamente, o que se consegue medir é a produção cultural – as obras de arte, os espetáculos, os livros, etc. Pesquisas recentes indicam que na formação do capital cultural do mundo, os Estados Unidos respondem por 55% da produção; a União Européia, 25%; o Japão e a Ásia, 15%; e a América Latina, 5%.
Certamente, teremos discordâncias neste auditório se considerarmos a dimensão intangível da produção cultural do mundo. Nós do Brasil, não podemos nos conformar com apenas parte dos 5% que cabem à América Latina. Afinal o Brasil tem revelado um alto grau de criatividade na música, cinema, televisão, artesanato, teatro e vários outros ramos do setor da cultura.
Mas essa é uma limitação das pesquisas sobre a economia da cultura. O que os economistas conseguem medir é o valor de mercado da produção cultural. E, a partir dessa medida, avaliar o peso que essa produção tem na formação da produção total, ou seja, do PIB, na criação de oportunidades de trabalho, na geração de impostos e na estimulação de empregos indiretos.
Não há consenso, porém, que a análise econômica despreza a dimensão intangível. Os economistas argumentam, porém, que o valor de mercado carrega consigo o valor da dimensão intangível. Ou seja, um livro produzido industrialmente vale no mercado não apenas o papel e a tinta que foram investidos. Ele vale, sobretudo, pelo seu conteúdo – que é a parte intangível.
É claro que existem economias de escala nesse campo. Um livro de Jorge Amado custaria dez vezes mais no mercado se a tiragem se limitasse a poucos milhares de exemplares. As tiragens repetidas de 100 mil exemplares permitem assegurar ao autor o valor do intangível e premiar o consumidor com um preço acessível. É o resultado da produção em massa, trazido pela industrialização dos produtos culturais.
Mas, em certos campos isso é impossível. É por isso que uma escultura da artista plástica Tomie Ohtake ou um ingresso do concerto de fim de ano da Filarmônica de New York custam tão caros. Trata-se de fatos únicos e que não podem ser reproduzidos em grande escala. Nesses casos, o valor da dimensão intangível não pode ser rateado como ocorre com uma grande tiragem de um livro ou de um filme de Hollywood.
Por isso, as políticas que tratam da promoção da cultura são necessariamente variáveis. O que se aplica ao livro, não se aplica à pintura. O que vale para o teatro não vale para a televisão.
Não é fácil formular uma política nacional de cultura que incorpore a flexibilidade que o setor requer. Colocar na Constituição e nas leis é fácil. Executar é difícil. É por isso que elas são deixadas aos artistas. Sim porque a execução de uma política multifacetada para a área cultural é um empreendimento mais artístico do que técnico. Só os protagonistas da criação cultural podem encontrar a dose certa para combinar uma política de eventos com uma política cultural – se é que se pode falar em certo ou errado nesse campo. Mesmo assim, eles precisam de coordenação. Do contrário, a flexibilidade se transforma em desarticulação, o que gera desperdícios.
Para nós técnicos, ficam as tarefas de análise do impacto da cultura no crescimento econômico e no progresso social de uma nação assim como na tarefa de identificar os constrangimentos econômicos e institucionais que impedem que o estoque de valores e sentimentos intangíveis se transforme em produtos culturais tangíveis.
Os produtos culturais são bens de consumo. As sociedades mais ricas consomem mais produtos do que as sociedades mais pobres. Mas, mesmo entre os pobres, o consumo de produtos culturais ocorre de modo ajustado à sua realidade. Os temas do folclore, por exemplo, se incorporam nas mais variadas formas de produtos que são consumidos por grupos de alta e de baixa renda. E o Brasil tem uma riqueza fantástica nessa área. Mas não apenas nela. A criatividade aparece também nas formas mais novas em que a arte se incorpora à engenharia e à informática como ocorre no campo do design do vestuário, dos móveis, dos produtos gráficos ou do áudio visual que usa técnicas avançadas.
Todos esses produtos culturais encontram mercado de consumo. As estimativas disponíveis para o Brasil, indicam que as famílias brasileiras consomem anualmente cerca de R$ 32 bilhões no campo da cultura. Esses dados são de 2002 e devem estar subestimados. De qualquer forma, eles representam cerca de 3% dos gastos das famílias e 2,4% do PIB. É claro que na frente deles estão a alimentação, a saúde, a moradia, o transporte e outros de primeira necessidade. Mas não se pode dizer que os bens culturais fazem parte do mundo dos supérfluos.
A maior parte do consumo cultural brasileiro se dá dentro do domicílio. De fato, 85% dos dispêndios se referem à televisão, vídeos, música e leitura. Na é para menos. A maioria dos municípios do país não dispõe de cinemas, teatros, museus, salas de espetáculos que podem levar o consumidor de cultura para fora de casa. E nem programas que estimulem o afloramento dos talentos nas várias áreas da cultura. Menos de 5% possuem secretarias de cultura. A caminhada é longa nesse campo e os participantes deste seminário conhecem o problema de falta de acesso melhor do que eu.
Estímulos bem dirigidos podem ampliar a gama de produtos consumidos e estimular a criação de cultura. O crescimento da produção, por sua vez, é estimulado pelo crescimento da demanda. Não há a menor dúvida de que esses estímulos são de grande importância.
A Orquestra Sinfônica Heliópolis, por exemplo, é de primeira qualidade no ramo sinfônico e já foi dirigida pelos melhores maestros do mundo, dentre eles, o Zubin Mehta. Essa orquestra nasceu e floresceu na maior favela de São Paulo como resposta a um estímulo bem direcionado na formação de jovens talentosíssimos que estavam à espera de uma oportunidade para mergulhar na música. Moças e rapazes saíram das condições mais adversas para se apresentar nos grandes palcos, inclusive, no Carnegie Hall de New York como ocorreu em fevereiro de 2008 quando a Orquestra Filarmônica de Israel, da qual faz parte um ex-integrante da Orquestra de Heliópolis, fez uma temporada naquela cidade.
O Brasil tem centenas de exemplos nesse campo. Um programa de calouros no campo da música clássica, levado ao ar pela TV Cultura de São Paulo (Prelúdio) e sob a direção do Maestro Julio Medaglia, está descobrindo uma imensidão de músicos talentosos que conquistam uma boa profissão e levam prazer ao público em geral, inclusive os mais pobres que rapidamente apreendem a gostar de Bach, Mozart, Beethoven, Villa Lobos e Stravinsky.
A área cultural tem essa característica. É diferente dos grande setores industriais ou comerciais. Pequenos estímulos bem direcionados descobrem e promovem talentos que, de outra forma, ficariam retraídos na sociedade. E, com isso, desenvolvem-se as atividades culturais que acabam gerando bem estar para os consumidores e para os produtores de cultura, além de formar mercados de consumo e de trabalho.
Cultura gera prazer e gera empregos. As pesquisas de 2002 indicaram que o Brasil gera cerca de 700 mil postos de trabalho formais na área cultural, incluindo edição de livros e leitura, cinema e vídeo, rádio e televisão, teatro, música e espetáculos, conservação e patrimônio, fonografia, atividades fotográficas e entretenimento em geral. Passados seis anos e com o crescimento dos incentivos, é bem provável que os empregos formais na área cultural dos dias de hoje estejam na casa dos 800 mil.
Mas essa conta está incompleta. O trabalho na área da cultura é, em grande parte, informal. Para muitos profissionais, os tempos bons são sempre seguidos de tempos ruins. Ora têm trabalho. Ora não têm. E, no que tange à informalidade, há ainda muita atividade que não é regida pelo contrato de trabalho com carteira assinada e direitos garantidos.
Isso sugere uma subestimação do numero de pessoas que trabalham com cultura. É isso, certamente, que levou Gilberto Gil e Paula Porta a estimar em 1,6 milhões de pessoas os que trabalham nesse campo (Gilberto Gil e Paula Porta, "Economia da cultura", Folha de S. Paulo, 03/02/08) – quase 2% da força de trabalho. A estimativa é bastante razoável. Se, no mercado de trabalho em geral, há 54% de informalidade, sabe-se que no mercado da cultura essa proporção é muito maior.
Tomemos a área do entretenimento. A grande maioria dos que trabalham com artesanato, folclore, circo e música, especialmente no interior do Brasil, são informais. Vejam o caso do Carnaval. As escolas de samba movimentam verdadeiros exércitos de costureiras, marceneiros, mecânicos, pintores, aderecistas, iluminadores, técnicos de som, e tantos outros profissionais que trabalham intensamente para colocar os desfiles na avenida. Além disso, mantém inúmeros programas sociais para a comunidade. É trabalho para o ano inteiro.
Nada disso é contabilizado para compor o emprego e o PIB da cultura. O que é informado para compor as contas nacionais desse setor é a crescente produção cinematográfica, a montagem de peças em teatro com bilheteria registrada, os programas de televisão, os conjuntos musicais que emitem nota fiscal, as artes plásticas apresentadas em galerias, exposições e museus organizados, a dança com registro nos órgãos públicos e outras manifestações que mantém registros contábeis.
As atividades culturais vão muito além do que é visível e contabilizado. Se levarmos em conta todos as atividades e toda a receita geradas pelas inúmeras formas de manifestações informais, o emprego da cultura deve estar mesmo em torno de 1,6 milhões – ou até mais - e a participação no PIB deve ultrapassar a cada dos 3%. Para o mundo, o Banco Mundial estima que a cultura responde por 7% do PIB global, sendo o entretenimento responsável por dois terços do total.
Esse é um dos setores que mais cresce no mundo. Nos Estados Unidos, teatro, música, cinema e televisão geraram, em 2006, cerca de US$ 70 bilhões - o dobro do registrado em 1990, em termos reais. Cinqüenta por cento dos empregos e dos salários vieram do teatro de New York e do cinema e da televisão da Califórnia ("The arts and entertainment industries", Labor Mohntly Review, outubro de 2007).
O setor tem um potencial enorme no Brasil. Neste momento em que discute a reformulação dos incentivos fiscais à cultura em geral, vale a pena mencionar que, com os mesmos recursos que o governo destina ao setor, a quantidade de empregos poderia ser maior e mais estável. Bastaria reorientar os incentivos – não para os mega-espetáculos – e sim para as centenas de milhares de manifestações que ocorrem nas cidades e no interior do Brasil.
Os recursos envolvidos na promoção da cultura são expressivos. Os recursos públicos dos três níveis de governo em geral estão estimados em mais de R$ 2 bilhões anuais. Só o governo federal investe na forma de incentivos cerca de R$ 1 bilhão por ano. O BNDES investirá R$ 4,7 bilhões entre 2008 e 2010 (Programa Mais Cultura).
Com os mesmos recursos e um pouco mais de racionalidade, o Brasil pode gerar uma maior quantidade de empregos e muito mais renda para os brasileiros. O próprio Ministro da Cultura confessa seu inconformismo ao constatar que aquela pasta destinou, em 2007, cerca de R$ 108 milhões para os grandes espetáculos de teatro que cobraram ingressos no valor de um salário mínimo para uma elite que não precisa de incentivos para assistir espetáculos como esses. A opção por grandes montagens vem do sistema atual no qual grande parte do lucro dos produtores vem dos incentivos fiscais e não das bilheterias (Celso Frateschi e Juca Ferreira, " Incentivo ao teatro?", in Folha de S. Paulo, 27-03-2008).
Ou seja, há muito que explorar do lado da demanda assim como há muito que fazer do lado da oferta. Há uma vasta área para a formação de pessoal ainda intocável. Voltemos ao caso do teatro. Esse setor precisa de profissionais para os quais nem preparação existe. O consagrado diretor de teatro José Possi Neto tem insistido, com razão, na necessidade de se criar escolas para preparar os jovens na arte da marcenaria dos cenários, nos segredos da costura dos figurinos, nas técnicas de iluminação e sonorização de um espetáculo e tantas outras atividades que, apesar de não aparecerem na ribalta, são as que garantem a boa qualidade dos espetáculos.
Está aí um campo de trabalho muito promissor para jovens e adultos. Não é preciso montar superestruturas para preparar esses profissionais. Cursos desse tipo podem ser dados em locais simples e com pouco equipamento. Tais projetos, assim como as boas escolas de arte dramática e de música, merecem apoio, pois fazem parte da tão necessária qualificação de mão-de-obra.
Esse mercado é promissor não apenas em termos de emprego, mas também de renda. O salário hora das atividades culturais – na média – é cerca de 30% superior do que a média do salário-hora do país. No terreno dos espetáculos, em especial os que são realizados ao vivo, o salário hora chega a superar em 56% a média nacional.
Além dos recursos do setor público, há a contribuição do setor privado. É crescente a literatura que registra a grande proliferação de ações voluntárias no campo social. Um artigo recente analisa essas iniciativas como um passo concreto na modernização do sistema capitalista por meio da regulação privada (Tim Bartley, "Institutional Emergence in a Era of Globalization", American Journal of Sociology, Vol. 113, no. 2, setembro de 2007).
Os movimentos de protestos e as controvérsias em torno da utilização do trabalho em condições desumanas e da depredação do meio ambiente instigaram a emergência de um grande numero de campanhas através das quais a sociedade se organiza para combater práticas indesejáveis por meio da "certificação". Isso vale para o trabalho e para o meio ambiente e também para a cultura.
No caso do trabalho e do meio ambiente, os referidos movimentos instigam os consumidores e os cidadãos a rotularem as empresas de "respeitosas" e "desrespeitosas", "humanas" e "desumanas", "boas" e "más". Ninguém gosta de carregar rótulos depreciativos. Mas, é interessante entender a força que isso produz.
Em um ambiente altamente competitivo – como ocorre na economia atual – essa rotulação leva as empresas a fazerem de tudo para evitar um estereótipo negativo.
No início, a reação é defensiva. Mas, com o passar to tempo, ela se torna pró-ativa. Surge nas empresas uma governança que saí em busca de ganhar uma imagem positiva por meio de suas próprias iniciativas. É dessa forma que vão proliferando as inovações no campo dos investimentos voluntários.
Há um mecanismo ainda mais interessante. Para quem vive em um mundo concorrencial – como o atual –, os empresários procuram atrair outros empresários. Afinal, ninguém quer investir continuamente quando seu concorrente não investe. Ninguém gosta de concorrência desleal. Por isso, os primeiros procuram atrair outros empresários, fazendo crescer o numero dos que assumem compromissos com o social. É uma espécie de auto-regulação com força estimulante no próprio meio empresarial.
Em outras palavras, a força da pressão inicial dos consumidores e dos cidadãos é transferida para os empresários que, por si mesmo, buscam a maior adesão possível de outros empresários, formando um circulo virtuoso. Uma espécie de bola de neve. Sim, porque o pior dos mundos é quando um empresário adere e seu concorrente não adere.
Para evitar essa situação, os próprios empresários passam a ser vigilantes do que fazem os seus concorrentes, atraindo-os, com toda a força, para o sistema de investimentos voluntários. Em outras palavras, os empresários passam a ser uma fonte de atração dos próprios empresários. Essa é a tendência natural, mas ela pode ser precipitada por meio de programas bem orientados.
Há vários exemplos desse tipo de ação no campo do trabalho. Os ataques à exploração do trabalho infantil da Nike na década de 90, por exemplo, levaram a empresa a exigir o respeito às proteções trabalhistas e previdenciárias no âmbito de seus fornecedores.
Da mesma forma, os grandes consumidores de aço passaram a exigir das siderúrgicas a comprovação de inexistência de trabalho infantil nos processos iniciais de mineração.
Os estilistas famosos passaram a demandar dos produtores das confecções que levavam a sua etiqueta, um mínimo de respeito às cláusulas sociais.
No campo do meio ambiente, os grandes revendedores de móveis passaram a requerer o "selo verde", comprovante de um manejo florestal racional. As grandes cadeias de supermercados e shopping centers, fizeram o mesmo.
Embora não muito visível, isso se prolifera em todos os setores, inclusive o setor social dentro do qual está a cultura.
Dois trabalhos publicados pelo IPEA em 2007 procuraram identificar o comportamento das empresas no campo dos investimentos voluntários na área cultural (IPEA, Economia e Política Cultural: acesso, emprego e financiamento; IPEA, Política Cultural no Brasil 2002-2006: acompanhamento e análise, Brasília: Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, 2007).
Essas pesquisas mostraram que entre 1990 e 2004, os investimentos voluntários no campo social aumentaram 10 pontos percentuais, saindo de 59% para 69%. Ou seja, quase 70% das empresas brasileiras indicaram estar fazendo algum tipo de investimento voluntário naquela área. No total, as empresas brasileiras investiram cerca de R$ 4,7 bilhões em 2004, ou seja, 0,27% do PIB. É um número apreciável, sendo cerca de 15% das despesas das famílias no campo da cultura (R$ 32 bilhões anuais).
O importante, porém, é a proporção das empresas socialmente sensíveis está crescendo. Nos campos da educação e do lazer, o crescimento foi de 12%. As mesmas pesquisas indicaram a disposição das empresas (43% delas) em aumentar tais investimentos nos próximos anos.
A maior parte dos recursos vai para programas ligados à infância, em especial, os de alimentação, saúde e assistência social. Ao lado dos investimentos diretos, há os recursos financeiros e humanos aportados pelas várias entidades empresariais como é o caso do SESI, SESC e outras.
As empresas informaram nessa pesquisa que desejam manter uma boa imagem pública, em especial, nas comunidades onde operam.
É verdade que os investimentos não são constantes ou articulados e que há poucas parcerias e pouca participação dos empregados nos programas sociais mantidos pelas empresas. Mas o grosso do investimento é feito com recursos próprios. Apenas 2% das empresas pesquisadas utilizaram incentivos fiscais. Muitas delas alegaram investir parcelas pequenas o que não justifica enfrentar a burocracia dos programas governamentais. Outras, demonstraram desconhecer os benefícios de tais programas.
O que se pode concluir disso? Há uma tendência crescente de investimentos voluntários baseada no exercício da boa cidadania por parte das empresas.
Mas há determinadas dimensões que poderiam ser mais trabalhadas. Muitas empresas ainda não se deram conta de que o envolvimento dos seus funcionários em atividades culturais melhora o seu desempenho, cria um ambiente de trabalho mais humano, ajuda a integração dos grupos, desenvolve a criatividade das pessoas, desperta novos talentos, alavanca o senso estético, enaltece a beleza e estimula a engenhosidade.
Tudo isso se reflete no ambiente social e também no desempenho dos próprios funcionários. Há aqui, embutida, uma função econômica que caminha junto com a função social. Isso traz novos valores, hábitos e atitudes que, no final, se convertem em mais comprometimento com a empresa e com o trabalho.
O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Para ser recrutado e promovido não basta ao empregado conhecer bem a sua profissão. Além disso, ele precisa ter condutas adequadas; ter zelo em tudo o que faz; ter gosto pelo fazer bem feito; enfim, ter as qualidades que são inerentes ao artista, cujo desafio constante é superar a si mesmo.
Esses traços comportamentais se espalham também pelas comunidades, o que facilita a vida das empresas na hora de recrutar e promover pessoal, melhorando, em conseqüência, a articulação entre empresa e sociedade em geral.
Enfim, a melhoria do lado humano tem valor em si mesmo. E tem também um valor econômico que a empresa moderna não pode desprezar.
Aos poucos, a área cultural poderá chegar no estágio da regulação privada – da mesma forma que as empresas procuram se auto-regular para respeitar os direitos fundamentais dos trabalhadores e o meio ambiente. Deixo aqui uma sugestão aos participantes: a de explorarem a possibilidade da área da cultural adotar o modelo de auto-regulação que está apresentando bons resultados no trabalho e no meio ambiente, lembrando que, na sociedade moderna, a imagem é o mais precioso ativo da empresa – é o valor da reputação.
Na mesma linha, lanço como objetivo futuro, o fortalecimento da idéia da certificação cultural. O sistema de certificação é uma forma viável para responder a demandas, riscos e incertezas. A certificação cria o "clube do bem" que só funciona quando é operado com base em um grande número de associados.
Quando esses princípios são estabelecidos, a consciência empresarial amadurece, as empresas ganham respeitabilidade, a sua reputação se fortalece e as chances para sobreviver e crescer em um mercado competitivo aumentam. É a força dos valores espirituais da determinação do sucesso econômico – tema tão bem explorado por Max Weber na Ética do Espírito Capitalista. Estaria aí o caminho para se humanizar a globalização e se consolidar um capitalismo respeitoso? Penso que sim.
sábado, 18 de outubro de 2008
Um pouco de Arte, Um pouco de Chaplin
Ai, ai, ai!
Lembro de quando era criança, meu avô dizendo que o mundo estava se perdendo, e na minha inocente ignorância, eu acreditava que "isso era coisa de gente velha".
Bem, ainda não cheguei à idade que tinha meu avô naquela época, mas ou devo ter ficado velha, ou realmente o mundo está quase completamente perdido...
O esvaziamento qualitativo com o qual me deparo para todos os lados para os quais me volto, já me indignou, revoltou e por último, desanimou. E, não pára de surpreender.
Ontem pela TV, assisti a cobertura jornalística de uma tragédia horrorosa em Santo André - município paulista, onde um jovem de 22 anos sequestrou a ex-namorada de 15, e uma amiga dela, da mesma idade. O drama durou mais de 100 horas - (inacreditável!) - e terminou com as jovens baleadas e o rapaz preso. Uma delas, corre sério risco de perder a vida.
A história é tristíssima, e retrata um drama humano. Não se pode culpar a política, ou a economia, inclusão ou exclusão social, fome, nada disso.
É um drama único e exclusivo, humano.
Durma com um barulho desses!
Quem se preocupa em se melhorar neste grau?
Que outro grau é mais importante do que este?
Pode ser mais urgente, mas, mais importante..... ????
Que tipo de humanos esta nossa sociedade está produzindo???
Que economia, que saúde, que política focaliza o importante?
E, por falar em preparo, me espantou o despreparo de um depoimento profissional.
Na tentativa de "entender" o perfil psicológico que deu suporte tamanha violência, a TV colheu alguns depoimentos de psicólogos, ainda que mostrados de forma rápida demais para conseguir alcançar alguma profundidade.
Fiquei impressionada quando vi e ouvi de uma das psicólogas, a "descrição" dos fatos. Perguntaram se este era um caso de amor ou de poder.
Ela começou a responder, e se atrapalhou muito quando falou de amor, paixão e poder.
Disse que havia amor, mas não muito..... amor, mas negativo.... paixão ( no sentido de paixão amorosa) e um pouco de poder.....
Acreditam???
Pensei que para ser um profissional atuante nesta (ou qualquer outra) área, a pessoa precisa de preparo suficiente para oferecer, no mínimo, a capacidade de identificar elementos básicos de encrencas tão freqüentes, como as que ocorrem com base neste tripé: amor, paixão e poder.
A formação acadêmica é de onde, pelo menos teoricamente, podemos obter este preparo.
E, por sua vez, tem o dever de acompanhar a capacidade do estudante, de absorver e aplicar este conhecimento.
Realmente, antigamente as escolas eram muito diferentes. A gente podia até se oruglhar de quem tinha uma formação universitária...
Mais uma vez meu avô: como este mundo prepara mal os humanos...... como estamos cada vez mais perdidos de nós mesmos.....
Aí, vem o estofo da história: estávamos tratando com uma pessoa emocional e mentalmente perturbada, como tantas que existem hoje em dia..... e eu pergunto: que preparo tem a polícia, os negociadores, para lidar com este grau de perigo? Quem dá suporte ao lado dos mocinhos?
E, neste momento, me dei conta, que cada um de nós, no seu próprio e único grau de conciência, pode estar perdidamente confuso nas mesmas questões. Em em tantas outras, para as quais não existe receita, nem formação acadêmica...
Mais uma vez Proust: como a gente se conhece mal!
Mais uma vez meu avô: para onde estamos indo? ????
bahhhh..... este mundo está se perdendo.......
Lembro de quando era criança, meu avô dizendo que o mundo estava se perdendo, e na minha inocente ignorância, eu acreditava que "isso era coisa de gente velha".
Bem, ainda não cheguei à idade que tinha meu avô naquela época, mas ou devo ter ficado velha, ou realmente o mundo está quase completamente perdido...
O esvaziamento qualitativo com o qual me deparo para todos os lados para os quais me volto, já me indignou, revoltou e por último, desanimou. E, não pára de surpreender.
Ontem pela TV, assisti a cobertura jornalística de uma tragédia horrorosa em Santo André - município paulista, onde um jovem de 22 anos sequestrou a ex-namorada de 15, e uma amiga dela, da mesma idade. O drama durou mais de 100 horas - (inacreditável!) - e terminou com as jovens baleadas e o rapaz preso. Uma delas, corre sério risco de perder a vida.
A história é tristíssima, e retrata um drama humano. Não se pode culpar a política, ou a economia, inclusão ou exclusão social, fome, nada disso.
É um drama único e exclusivo, humano.
Durma com um barulho desses!
Quem se preocupa em se melhorar neste grau?
Que outro grau é mais importante do que este?
Pode ser mais urgente, mas, mais importante..... ????
Que tipo de humanos esta nossa sociedade está produzindo???
Que economia, que saúde, que política focaliza o importante?
E, por falar em preparo, me espantou o despreparo de um depoimento profissional.
Na tentativa de "entender" o perfil psicológico que deu suporte tamanha violência, a TV colheu alguns depoimentos de psicólogos, ainda que mostrados de forma rápida demais para conseguir alcançar alguma profundidade.
Fiquei impressionada quando vi e ouvi de uma das psicólogas, a "descrição" dos fatos. Perguntaram se este era um caso de amor ou de poder.
Ela começou a responder, e se atrapalhou muito quando falou de amor, paixão e poder.
Disse que havia amor, mas não muito..... amor, mas negativo.... paixão ( no sentido de paixão amorosa) e um pouco de poder.....
Acreditam???
Pensei que para ser um profissional atuante nesta (ou qualquer outra) área, a pessoa precisa de preparo suficiente para oferecer, no mínimo, a capacidade de identificar elementos básicos de encrencas tão freqüentes, como as que ocorrem com base neste tripé: amor, paixão e poder.
A formação acadêmica é de onde, pelo menos teoricamente, podemos obter este preparo.
E, por sua vez, tem o dever de acompanhar a capacidade do estudante, de absorver e aplicar este conhecimento.
Realmente, antigamente as escolas eram muito diferentes. A gente podia até se oruglhar de quem tinha uma formação universitária...
Mais uma vez meu avô: como este mundo prepara mal os humanos...... como estamos cada vez mais perdidos de nós mesmos.....
Aí, vem o estofo da história: estávamos tratando com uma pessoa emocional e mentalmente perturbada, como tantas que existem hoje em dia..... e eu pergunto: que preparo tem a polícia, os negociadores, para lidar com este grau de perigo? Quem dá suporte ao lado dos mocinhos?
E, neste momento, me dei conta, que cada um de nós, no seu próprio e único grau de conciência, pode estar perdidamente confuso nas mesmas questões. Em em tantas outras, para as quais não existe receita, nem formação acadêmica...
Mais uma vez Proust: como a gente se conhece mal!
Mais uma vez meu avô: para onde estamos indo? ????
bahhhh..... este mundo está se perdendo.......
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Heloooooooo!!!!
People, estou de volta!
Estive em trânsito por uns dias, daí não ter escrito.
Postei um comentário com algumas respostas e com o repertório que vou apresentar com a Banda Sinfônica.
Amanhã terei uma reunião com o Maestro Abel Rocha - regente titular da Banda - faremos a primeira leitura tácita dos arranjos, e saberei como estão soando nesta formação instrumental tão interessante!
No mais, fico feliz em contar que, finalmente, há 48 horas estou sem nenhuma dor de dente! Êba!!!! Até que enfim!!!
E, para todos os que comigo esperam pelo material do Cantos e Contos, em novembro começo uma exposição importante para possíveis patrocinadores.
Cruzemos nossos dedinhos!
Sintam-se beijados!
Estive em trânsito por uns dias, daí não ter escrito.
Postei um comentário com algumas respostas e com o repertório que vou apresentar com a Banda Sinfônica.
Amanhã terei uma reunião com o Maestro Abel Rocha - regente titular da Banda - faremos a primeira leitura tácita dos arranjos, e saberei como estão soando nesta formação instrumental tão interessante!
No mais, fico feliz em contar que, finalmente, há 48 horas estou sem nenhuma dor de dente! Êba!!!! Até que enfim!!!
E, para todos os que comigo esperam pelo material do Cantos e Contos, em novembro começo uma exposição importante para possíveis patrocinadores.
Cruzemos nossos dedinhos!
Sintam-se beijados!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
D+!
domingo, 12 de outubro de 2008
Pessoas queridas,
Tive então, a oportunidade de conhecer um pouco do evento do Círio de Nazaré.
Numa mistura de devotos, curiosos e prestadores de serviços, a cidade se encheu de gente, de fé e expectativas diversas.
Não consegui ouvir de ninguém, a história completa da Santa.
Ouvi um resumo breve, que me remeteu à história de Nossa Senhora Aparecida - pela semelhança do descobrimento da imagem, mas falta ainda um bom pedaço à conhecer.
Minha apresentação aconteceu por volta das 23:30hs, quando a Santa chegou em frente ao palco em que eu estava. Em meio a fogos de artifício ela chegou deslizando sobre duas cordas, cujos milímetros quadrados são disputados pelos devotos, que fazem e pagam promessas, enquanto tornam "sagradas" as cordas quando as tocam.
Apesar do grande desgaste e cansaço de toda minha equipe, eu inclusive- desde as 12 horas no local, foi muito lindo e fortemente emocionante o momento da sua chegada, e parada.
Minha voz embargou na Ave Maria, mas consegui cantar até o fim.
A parte musical foi tão rápida, mas tão rápida, que quando ia começar a curtir, já tinha acabado!
Mas, valeu!
Saimos de lá apavorados com a possibilidade de perdermos o vôo de volta , às 2:20hs, por causa do tempo curto e do engarrafamento que assolou todas as imediações. Graças a Deus deu tudo certo, e cá estou, cansadinha de quase não dormir, mas feliz!
O Caiado - meu super técnico de luz - gravou e fotografou. Postarei assim que ele enviar.
Quero agradecer a todos pela torcida e companhia. Andrezinho deu um show de conhecimento de como transformar nosso computer em TV! Pena que no meu sistema operacional o programa não roda!!!!!! Mas vou seguir sua indicação e quem sabe, chegar num aplicativo que funcione no meu computer!!
Crianças lindas, um beijo enorme e até já!
Tive então, a oportunidade de conhecer um pouco do evento do Círio de Nazaré.
Numa mistura de devotos, curiosos e prestadores de serviços, a cidade se encheu de gente, de fé e expectativas diversas.
Não consegui ouvir de ninguém, a história completa da Santa.
Ouvi um resumo breve, que me remeteu à história de Nossa Senhora Aparecida - pela semelhança do descobrimento da imagem, mas falta ainda um bom pedaço à conhecer.
Minha apresentação aconteceu por volta das 23:30hs, quando a Santa chegou em frente ao palco em que eu estava. Em meio a fogos de artifício ela chegou deslizando sobre duas cordas, cujos milímetros quadrados são disputados pelos devotos, que fazem e pagam promessas, enquanto tornam "sagradas" as cordas quando as tocam.
Apesar do grande desgaste e cansaço de toda minha equipe, eu inclusive- desde as 12 horas no local, foi muito lindo e fortemente emocionante o momento da sua chegada, e parada.
Minha voz embargou na Ave Maria, mas consegui cantar até o fim.
A parte musical foi tão rápida, mas tão rápida, que quando ia começar a curtir, já tinha acabado!
Mas, valeu!
Saimos de lá apavorados com a possibilidade de perdermos o vôo de volta , às 2:20hs, por causa do tempo curto e do engarrafamento que assolou todas as imediações. Graças a Deus deu tudo certo, e cá estou, cansadinha de quase não dormir, mas feliz!
O Caiado - meu super técnico de luz - gravou e fotografou. Postarei assim que ele enviar.
Quero agradecer a todos pela torcida e companhia. Andrezinho deu um show de conhecimento de como transformar nosso computer em TV! Pena que no meu sistema operacional o programa não roda!!!!!! Mas vou seguir sua indicação e quem sabe, chegar num aplicativo que funcione no meu computer!!
Crianças lindas, um beijo enorme e até já!
sábado, 11 de outubro de 2008
Oi people!!
Andrezinho e Danny, disseram que a apresentação seria às 21hs, depois que seria às 20hs, depois que será às 20:30hs..... Ou seja, deve acontecer entre 20 e 21hs.
Por ser ao vivo, e parte do Círio, deve ser mesmo impossível precisar um horário, mas a faixa é esta.
Bjks a todos
Andrezinho e Danny, disseram que a apresentação seria às 21hs, depois que seria às 20hs, depois que será às 20:30hs..... Ou seja, deve acontecer entre 20 e 21hs.
Por ser ao vivo, e parte do Círio, deve ser mesmo impossível precisar um horário, mas a faixa é esta.
Bjks a todos
Pessoas queridas;
Cheguei a Belém nesta madrugada.
No aeroporto, uma recepção alegre e farta, mesa com três tipos de queijos, distribuição de fitas, música e dança.
E lá estava ela: uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré nos dando as boas vindas.
Gente, ela é linda!!!
A cidade e os corações estão em festa.
Estou feliz por estar aqui, e um pouco tensa com a apresentação. Ave Maria e Bandeira do Divino apenas de voz e piano, para três milhões de pessoas, não é assim tão habitual..... mas espero, poder dar o melhor de mim.
E que Nossa Senhora de Nazaré seja louvada!
Até daqui a pouco, pessoal!
Cheguei a Belém nesta madrugada.
No aeroporto, uma recepção alegre e farta, mesa com três tipos de queijos, distribuição de fitas, música e dança.
E lá estava ela: uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré nos dando as boas vindas.
Gente, ela é linda!!!
A cidade e os corações estão em festa.
Estou feliz por estar aqui, e um pouco tensa com a apresentação. Ave Maria e Bandeira do Divino apenas de voz e piano, para três milhões de pessoas, não é assim tão habitual..... mas espero, poder dar o melhor de mim.
E que Nossa Senhora de Nazaré seja louvada!
Até daqui a pouco, pessoal!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Semana Mundial de Proteção aos Animais
Como este vídeo por exemplo, que mostra uma relação de integração inimaginável.
Com muito amor, para todos os animais, inclusive os humanos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Simples
Ilusões, Seduções, Aparências..... cuidado com elas...

Definitivamente, as pesquisas perderam a mira!
Se é que um dia tiveram....
Eu já estava desconfiada – afinal, nos meus bem vividos 52 anos, nunca fui nem nunca conheci ninguém que tivesse sido, abordado por algum “pesquisador” do IBOPE, ou GALUP, ou seja lá qual for o instituto....
E olha que eu conheço um numero bem razoável de pessoas!!!!!!
Digo isso, entre outras coisas, porque fiquei pensando que, provavelmente, nem o Kassab esperava ter uma vitória tão expressiva sobre a Marta!
Ufa!
E, me pergunto: no que mais será que eles (as pesquisas) querem que a gente acredite???
A bolha que finalmente estourou nas bolsas de valores, sinaliza também que o crédito mudou de lugar. Saiu da substância, e ficou na sedução.
“Venderam” ilusões despudoradamente, como se fôssemos todos, uns trouxas que se contentam com promessas e mais promessas.....
Permitir que a carência faça isso conosco, é um desvio – literalmente, um pecado.
Somos os únicos responsáveis por nos deixar enganar.
Mas, parece até que a carência nos aproxima da “humanidade” . Em geral nos reconhecemos mais “humanos” quando admitimos carências, necessidades de mimos e distrações, que a longo prazo, nos engolem.
Que outras notícias circulam só para nos fazer acreditar que estamos surfando num mar de águas claras...????
Sabe Deus....... Sabe, Deus.... o que, por fim, farão a carência e a ambição em detrimento de alguma verdade, e de consistência......
Êta mundão lindo! Êta humanidade marvada!!!!!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Surpresa do vento
Chegou quando ninguém esperava, cresceu assustadoramente e fez crer que a partir daí, uma catástrofe aconteceria. Para surpresa geral, foi se desfazendo numa rapidez impressionante.
Não fosse pelos estragos materiais causados, inquestionáveis, muita gente duvidaria do que houve, do que viveu, e do que viu.
Não fosse pelos estragos materiais causados, inquestionáveis, muita gente duvidaria do que houve, do que viveu, e do que viu.
sábado, 4 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Adooooooooooooro!!!!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Olá pessoal!
O Fabinho (Torres) saiu daqui neste instante, depois de termos feito nosso primeiro encontro para o concerto no Círio de Nazaré.
Acho que vai ficar lindo.
Impressionante como faz bem à minha alma, cantar!
Pode crer Ana Lucília, isso me faz muuuuuuuito feliz!
Andrezinho e Paulinha, vou ver o que consigo fazer para gravar esta apresentação.
Na minha equipe, parece brincadeira, mas ninguém se dá muito bem com máquina fotográfica, menos ainda com filmadoras!!!! Tentei várias vezes, acabei desistindo porque os resultados eram hilários e ininteligíveis...... para ser gentil....!!!! rs....
Bjks felizes e iluminadas pela Ave Maria de Schubert e embrulhadas na Bandeira do Divino Ivan Lins e Vitor Martins.
O Fabinho (Torres) saiu daqui neste instante, depois de termos feito nosso primeiro encontro para o concerto no Círio de Nazaré.
Acho que vai ficar lindo.
Impressionante como faz bem à minha alma, cantar!
Pode crer Ana Lucília, isso me faz muuuuuuuito feliz!
Andrezinho e Paulinha, vou ver o que consigo fazer para gravar esta apresentação.
Na minha equipe, parece brincadeira, mas ninguém se dá muito bem com máquina fotográfica, menos ainda com filmadoras!!!! Tentei várias vezes, acabei desistindo porque os resultados eram hilários e ininteligíveis...... para ser gentil....!!!! rs....
Bjks felizes e iluminadas pela Ave Maria de Schubert e embrulhadas na Bandeira do Divino Ivan Lins e Vitor Martins.
Xuxús e Xuxúas
Ufa! Que corrida louca que têm sido para todos nós, cidadãos da humanidade!
Entrei "correndo" no blog, não para filosofar - (não tenho tempo agora.....rs....)
Mas, para contar que cantarei em Belém do Pará no próximo dia 11, no evento do Círio de Nazaré.
Há alguns anos sou contactada mas não acontecia. Neste ano, aconteceu. Ou melhor: acontecerá!
É uma apresentação simples, mas cheia de emoção.
Serão duas músicas, acompanhadas apenas por piano.
Escolhi cantar "A Bandeira do Divino", de Ivan Lins e Vitor Martins, e "Ave Maria" de Shubert.
Daqui a pouco o Fábio Torres chegará e faremos nosso primeiro ensaio.
Estou adorando!
Conto mais, daqui a pouco.
Bjks enormes e até já
Entrei "correndo" no blog, não para filosofar - (não tenho tempo agora.....rs....)
Mas, para contar que cantarei em Belém do Pará no próximo dia 11, no evento do Círio de Nazaré.
Há alguns anos sou contactada mas não acontecia. Neste ano, aconteceu. Ou melhor: acontecerá!
É uma apresentação simples, mas cheia de emoção.
Serão duas músicas, acompanhadas apenas por piano.
Escolhi cantar "A Bandeira do Divino", de Ivan Lins e Vitor Martins, e "Ave Maria" de Shubert.
Daqui a pouco o Fábio Torres chegará e faremos nosso primeiro ensaio.
Estou adorando!
Conto mais, daqui a pouco.
Bjks enormes e até já
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