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Adorei!

People, estão todos espantados com tantos posts e até vídeo no blog, né?
É que tive de vir para SP num "bate-volta" rápido, e não perdi a chance de estar com vocês.

Recebi um texto escrito pelo jornalista Leonardo Attuch, que adorei pela inteligência da abordagem, e pela coragem de escrever o que pensa numa revista.

Multiplicarei com vocês, e de cara aviso: adorei!


NÃO VI E NÃO GOSTEI
Leonardo Attuch


Na semana passada, a alta corte se reuniu em Brasília. Mais de 1,4 mil pessoas lotaram o Teatro Nacional para assistir à pré-estréia do filme "Lula, o Filho do Brasil". Nos círculos do poder, onde o puxa-saquismo faz parte da etiqueta social e é instrumento de ascensão profissional, compreende-se que algumas pessoas tenham sentado nas escadarias e se dependurado nos lustres do teatro. Mas quando a produção chegar às salas de cinema, dificilmente terá a mesma recepção. E talvez entre para a história como o filme de expectativas mais infladas já rodado no País - e também o que menos correspondeu a elas.
Por mais que Lula seja "o cara" e mereça a popularidade que tem, existem razões filosóficas, estéticas e morais para não se assistir ao filme. A principal: é simplesmente indecoroso que o produtor Luiz Carlos Barreto tenha rodado sua sacolinha no auge do poder petista. Com cerca de R$ 16 milhões arrecadados, ele conseguiu produzir a película mais cara da história do cinema nacional. Eike Batista, aquele que queria um empurrão do Planalto para ficar com a Vale, deu R$ 1 milhão. A Camargo Corrêa, que depois de uma operação da Polícia Federal foi socorrida pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, por sugestão direta do presidente, também entrou no consórcio, assim como duas outras empreiteiras. E a Oi, que ganhou uma lei sob medida na telefonia, também está no time dos patrocinadores. Por isso, é até risivel o comentário do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que, na pré-estréia, indagou: "Por que a oposição não arruma alguém para fazer um filme também?" Ora, simplesmente porque não tem a chave do cofre, nem a chave da cadeia - e talvez porque tenha algum decoro.
Se isso não bastasse, o principal ingrediente do filme parece ser o sentimentalismo barato daquelas produções "feitas para chorar". A história de um herói improvável que supera dificuldades e chega ao cume da glória, carregado pelo povo. Na linha do indiano "Quem quer ser um milionário?", o nosso poderia se chamar "Quem quer ser um presidente?". Só que a arte de Lula sempre foi o de transformar adversidades, como a origem humilde e a falta de diploma, em vantagens comparativas no jogo da competição política. Numa sociedade tão desigual e culpada como a brasileira, nada disso foi obstáculo ao seu sucesso - e talvez tenha até ajudado. Por tudo isso, e pelo simples fato de que teria sido mais decente esperar o fim da era Lula para rodar o filme, a produção da família Barreto não vale o ingresso, nem a pipoca.
Jornalista Leonardo Attuch
attuch@istoe.com.br

Comentários

Vladimir disse…
Zizi

Também adorei!! E mesmo não pretendia (e não pretendo) assitir ao filme.

E ontem, na fila para comprar ingresso no cinema (para ver outro filme, claro), tive que rir de um comentário que ouvi.

Como o título do filme se chama: "Lula - o filho do Brasil", um senhor comentou para a esposa: "Eles só erraram o nome do lugar"!! hehe

Abraços
caca disse…
ZIZIZINHA QUERIDA, BOA QUASE MADRUGADAAAAAAAA!!

QUE BÓTIMO QUE DEU PARA VOCÊ,NESSE
"BATE- VOLTA" ,ENTRAR EM CONTATO E NOS APRESENTAR ESSES DOIS TEXTOS,QUE EMBORA FALEM DE "COISAS"
DIFERENTES, SE CRUZAM EM ALGUMAS SITUAÇÕES:
ADOREI-"NÃO VI E NÃO GOSTEI",ESBARRA
NA" REPUTAÇÃO E CARÁTER".
AMBOS MUITO PERTINENTES !!

AMIGA, FIQUE COM DEUS!!!
ATÉ DJA,QUE ESPERO SEJA JÁ-JÁ!!

BEIJOCAS, DURMA BEMMMMMMMMMMMMM!!

CACÁ CARMINHA.
laura disse…
Zizi linda,

por coincidência (ou não), ontem fui ao cinema assistir Sherlock Holmes. Todas as sessões da semana estavam lotadas e, por já ter assistido a todos os outros filmes, decidi não desperdiçar os quarenta minutos que passei na fila e comprei o ingresso para "Lula, o filho do Brasil". Os comentários do jornalista Leonardo Attuch são pertinentes e ratificam toda a indignação de quem viu e detestou. A conclusão só pode ser essa mesmo: a produção não vale o ingresso, a pipoca, nem coisa alguma.
Ah, e concordo com a Caca: Os textos realmente se cruzam, chega a parecer que um foi feito para complementar o outro - tem certeza que não? rs.

É sempre bom ouvir de você, Zizi, e ler tantas coisas inteligentes que você compartilha conosco.

Grande cheiro em todo mundo,

Laurinha.
antonybear disse…
adorei.. muito, muito, muito....esse filme é pura demagogia....nem me pagando eu vou....
Ed

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